Sábado, 04 de Setembro de 2010
 

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25 de Abril

O PSD de Vila do Conde esteve, hoje, presente nas cerimónias do 25 de Abril, realizadas na Praça Vasco da Gama. Fiéis ao mais puro espírito do «25 de Abril» alertamos para o facto de, no nosso concelho, ele ainda não ter sido cumprido.


COMUNICADO

1. Comemora-se, hoje, em todo o país, o «25 de Abril». Mais do que uma data histórica, é a expressão mais pura e concreta daquilo a que hoje, felizmente, todos damos por adquirido: a liberdade e a democracia.

No entanto, há quem ache que estes valores não são para levar a sério, preconizando uma interpretação condimentada dos mesmos. E os ingredientes são a intolerância, a incoerência e a ilegalidade. Se queremos que Abril se cumpra, é necessário que se actue de acordo com as regras da democracia. Como isso não acontece ainda em Vila do Conde, é necessário «pôr os pontos nos is».

2. A recente decisão do senhor Presidente da Câmara de Vila do Conde em impedir a expressão das declarações de voto nas Reuniões de Câmara é apenas e só mais um exemplo, a par do controlo obsessivo da Comunicação Social, da limitação das intervenções da oposição na Assembleia Municipal e da recusa de consulta de processos camarários antes do assunto em questão ser votado na instância própria, como aconteceu com o projecto Nassica e com o recente Relatório de Contas.

É a intolerância em respeitar as opiniões contrárias, optando-se pelos ataques pessoais, recorrendo à velha fórmula de atacar o mensageiro e não a mensagem, para logo a seguir, hipocritamente, vestirem a camisola da vítima. É a intransigência demonstrada em reprovar toda e qualquer proposta da oposição e, meses depois, começarem a concretizá-las.

É a incoerência de um dia dizer uma coisa e, no outro, dizer o contrário. É recusar a aprovação de um regimento de funcionamento das reuniões de câmara e, dois meses depois fazer aprovar uma norma concreta estendendo a possibilidade de entregar as ditas declarações até ao terceiro dia subsequente. Não contentes, vieram, quinze meses depois, desencantar uma interpretação que nunca existiu no passado, proibindo toda e qualquer declaração de voto proferida na reunião. Estranhamente, na dezena e meia de meses que mediou entre os dois momentos jamais tenham levantado qualquer objecção. É a incongruência de invocar em seu auxílio o regimento da Assembleia da República quando todos sabemos que se trata de um órgão deliberativo, em contraste com a Câmara Municipal que é um órgão executivo, prosseguindo interesses e objectivos diferentes daquela.

É a ilegalidade de fazer o que se quer, especialmente sem cobertura legal, rindo descaradamente da lei, e convidando a oposição a ir para Tribunal, como que a dizer «só um Tribunal é que me obrigará a não contrariar a Lei».

3. A Democracia em Vila do Conde está podre, adoecida por interesses e compadrios. Infelizmente, estas atitudes, típicas de regimes ditatoriais, totalitários e anti-democráticos não são novidade, constituindo a recente proibição de declarações de voto durante a reunião de Câmara o exemplo clássico de quem acha que a democracia é uma maçada. Não basta vir à praça hastear a bandeira e cantar o hino para se dizer que se é a favor do «25 de Abril». Quem realmente sente e acredita nos valores de Abril não pratica actos próprios do Antigo Regime. Efectivamente, cabe perguntar «Quando é que o 25 de Abril chegará a Vila do Conde?»

Vila do Conde, 25 de Abril de 2007

A Comissão Política do PSD de Vila do Conde



 




     



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